À noite vêm espectros dançantes
Convocar-me, insinuantes, com enleios,
Uns em passos sincopados, claudicantes,
Outros leves, deslizantes, em meneios...
E os deixo me levar também dançante,
Que há muito já me sei também fantasma,
Pois por esta solidão tão triunfante
Estar ainda viva até me pasma.
Então nas horas mortas, noite alta,
Eu vago pela casa na penumbra
A lamentar o amor que agora falta...
Então vou à coxilha entorpecida,
E como uma loba pela tundra
Uivar à lua a minha fé perdida...
Convocar-me, insinuantes, com enleios,
Uns em passos sincopados, claudicantes,
Outros leves, deslizantes, em meneios...
E os deixo me levar também dançante,
Que há muito já me sei também fantasma,
Pois por esta solidão tão triunfante
Estar ainda viva até me pasma.
Então nas horas mortas, noite alta,
Eu vago pela casa na penumbra
A lamentar o amor que agora falta...
Então vou à coxilha entorpecida,
E como uma loba pela tundra
Uivar à lua a minha fé perdida...